
Caros Leitores, é com imensa alegria que posto em meu blog o texto de um grande amigo, o qual cativou minha amizade e admiração na faculdade, pelo exemplo de perseverânça e zelo aos estudos.
São pessoas como Rodrigo Freire Amorim que nos fazem acreditar que o mundo jurídico estará servido dos melhores profissionais; e profissionais de tamanha evolução espiritual.
Deileitem-se
AGRURAS DE UM POVO SOBERANO
"Indubitavelmente o povo tem direito ao poder, mas o que o povo quer não é o poder, e sim, antes de tudo, uma ordem estável".
Alexandre Soljenitsyne
Como podemos professar a riqueza da harmonia social, sem que o povo, principal alvo das demandas laborais dos governantes, de regra, disponha do mínimo de condições para tal?
É verdade que a sociedade precisa mudar, mas isto – é evidente –, e só procede-se mediante a interferência de um processo civilizatório – na modernidade, ou seja, por intermédio de mudanças na forma de ponderar, agir e decidir de todos.
Vejamos, posteriormente, o que determina a Constituição Federal de 1988, em seu art. 1º, parágrafo único: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição; diante dessa constatação, trazemos a lume a seguinte inferência: somos um povo soberano, porém, estamos acostumados eximir-nos de situações que proporcionam gradativas modificações em nossas vidas. E, só depois, procuramos saber o porquê de tamanha dor e sofrimento, em decisões que afetam diretamente a dignidade e o decoro da nossa existência.
Efetivamente, esse humilde texto, não tem o desígnio de ser um mero conselho filosófico e/ou utópico, pelo contrário, este visa aclarar aspectos significativos e elementares que são apagados pela nossa falta de atividade volitiva, capaz de gerar, sem dúvidas, agruras indeléveis.
Assim, como já dissera o ilustre filósofo Sêneca: "O povo admira as ações intrépidas, e os audaciosos são valorizados; as pessoas ponderadas são tidas por ineficientes." Este é o pecado da população, acreditar na perfídia de alguns, em falsos argumentos. Há exceções, é claro.
Então, visando não piorar ainda mais o quadro em que estamos inseridos, faz-se necessário expor algumas sinceras recomendações, que acreditamos serem salutar. Vejamo-las: procuremos participar de forma maciça dos meios comunitários, prestar serviços sociais, procurar conhecer a Constituição. Pergunto, quantos participam de debates comunitários, prestam serviços sociais, ou conhecem a Constituição, por exemplo?
Rodrigo Freire de Amorim